HOMEM ANIMAL
Na teoria da lógica,
No seio pré-histórico,
Gera a incerteza e a insatisfação.
Homem animal,
Puro e animal,
Antagônico e egoísta,
De vibrações tolhidas pelo capitalismo
E emoções presentes ausentes.
Forte e fraco, vil e fugaz,
Fenece a natureza humana com sua pedra:
Coração, o marco da sobrevivência.
Homem animal, sede de vida,
Agonia de túmulos diários,
Best-sellers do sofrimento e imperfeição,
Orgasmo fênico da vida,
Féretro vivente,
Microorganismo de problemas,
Homem abstrato.
Poema de autoria de Luzia Regina S. Oliveira, publicado na Antologia Poética "Poetas que pariu..." Projeto Cultural Terras do Juquery, Vol. I, João Scortecci Editora, São Paulo, 1992,p.77.
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