segunda-feira, 21 de março de 2011

DIA INTERNACIONAL DA MULHER - 8 DE MARÇO

História do 8 de março




No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).



Objetivo da data
Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.



Conquistas das Mulheres Brasileiras


Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.





Marcos e Conquistas das Mulheres na História





1788 - o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.



1840 - Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.



1859 - Surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.



1862 - Durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.



1865 - Na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.



1866 - No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas



1869 - é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres



1870 - Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.



1874 - Criada no Japão a primeira escola normal para moças



1878 - Criada na Rússia uma Universidade Feminina



1901 - O deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres


Fonte: http://www.suapesquisa.com/

Estudantes tiveram em 2010 nível de aprendizagem semelhante ao de 2008

Mídia aponta baixos índices na educação paulista. Os índices do IDESP e os resultados do SARESP ainda não foram publicados pela Secretaria do Estado da Educação de São Paulo, mas por atrás dos bastidores há murmúrios de que muito ainda há de melhorar.
Leia na íntegra a matéria publicada pela Folha de São Paulo.

Nota de aluno em exame do Estado recua dois anos



19/03/2011


Folha de S. Paulo – 19/03/2011


Estudantes tiveram em 2010 nível de aprendizagem semelhante ao de 2008


Dados são do Saresp, que avalia matemática e português na rede pública; só alunos do 5º ano tiveram avanço


TALITA BEDINELLI


FÁBIO TAKAHASHI


DE SÃO PAULO

Alunos que terminaram os ensinos fundamental e médio na rede estadual em 2010 tinham um nível de aprendizagem igual ou até pior que os formandos de dois anos antes -patamar que já representava grande defasagem.

A conclusão é baseada em dados do Saresp, exame do governo paulista que avalia o conhecimento de matemática e de português de estudantes da rede, divulgados ontem. A Folha adiantou o resultado geral ontem.

A pior situação foi em português no 9º ano do fundamental. No ano passado, a nota média (229,2) foi menor do que a de 2007 (242,6). A escala vai a 500 pontos.

Isso significa dizer que esse estudante estava quase quatro anos defasado -em 2010, tinha nível apenas pouco superior do que os especialistas esperam para um aluno do 5º ano (200 pontos).

No ensino médio, os estudantes do ano passado tiveram na disciplina um desempenho pior que os de 2008. O mesmo ocorreu nas duas séries no teste de matemática.

O único sinal de melhora foi no 5º ano do fundamental. Em matemática, as médias têm crescido desde 2007: de 182,5 para 204,6. Em português, a situação evoluiu nos últimos anos, mas ficou estável de 2009 a 2010.

“Pelo que a secretaria mobilizou de recursos para elevar esses resultados nos últimos anos, era de se esperar que as notas subissem, o que não ocorreu”, diz o professor da Faculdade de Educação da USP Ocimar Alavarse.

Ao contrário do que houve nos outros anos, os dados do Saresp não foram apresentados em uma entrevista coletiva. A secretaria divulgou um e-mail com as informações.

Nele, o secretário Herman Voorwald, que assumiu neste ano a pasta, diz que “não há como dissociar essa variação negativa do Saresp de 2009 para 2010 da necessidade de mais professores efetivos na rede estadual. A rotatividade de professores é prejudicial ao aprendizado dos alunos”.

O órgão diz que vai contratar mais 25 mil professores já aprovados em concurso.

Para a presidente da Apeoesp (sindicato dos professores), Maria Izabel Noronha, a grande falta de professores em 2010 ajuda a explicar esses resultados. No ano passado, lei estadual dificultou a contratação de temporários, que costumam cobrir a falta de docentes efetivos.

Na época, a Folha mostrou que a medida, alterada neste ano, fez algumas turmas ficarem até seis meses sem aulas em certas disciplinas.

As notas do Saresp ajudam a compor o Idesp, índice usado pelo governo paulista para bonificar professores de escolas que mais evoluíram.